18/12/2012
Precisarei de ajuda,
irmãos. Os rituais e obrigações, os códigos que desconheço. Receio magoar,
ofender, desrespeitar. Não memorizo esses detalhes com facilidade, por mais que
tente e estude.
Tudo se apaga
rapidamente. Essa parte, creio, envolve mais sua tarefa que a minha. Deixo-me
levar pela vida, pela dor alheia. Minha tarefa é minorar o sofrimento de irmãos
na carne, na dor, na fome, no frio. Os desvalidos, os desamparados. Os
“defeituosos”, do corpo e da alma. O amparo e a proteção. O ensinamento. A cura. O amor.
Que venham as
madrugadas escrevendo. Os dias trabalhando. Repouso só o necessário para o
corpo.
Sempre, só o
necessário. O inútil, o luxuoso, todo o excesso deve ser eliminado. Não
pergunto mais,. Ouço e obedeço. Que venha a dor da sensibilidade ferida, dos
joelhos doloridos. Do calor, do frio. Do sol. Da chuva. Aceito. E agradeço.
Para isto o corpo é forte, aguenta. Só peço proteção, para todos nós e para os
animais. Esses guardiões preciosos que sofrem junto conosco, ajudando a
eliminar densidades e toxinas. Que o Pai os proteja. E que nosso cuidado com
eles seja sempre o suficiente. Mais uma vez, só o suficiente.
Na simplicidade e no
amor reside o grande segredo. Na dificuldade e na dor o aprimoramento.
Que veja quem tem
olhos de ver, que ouça quem tem ouvidos para ouvir.
Não discuto mais, não
falo além do necessário. Aceito. E agradeço.
Tomarei as rédeas nas
mãos e guiarei os que quiserem me acompanhar. Sem hesitação, sem medo, com fé e
amor. Aceito. Tudo. É compromisso. É dívida. Resgate e provação. Mas com muito
amor, bondade e dedicação.
Que meus ouvidos,
minhas mãos, meus braços estejam sempre prontos a receber e amparar os que
procuram.
Que meu coração e
minha mente sejam aptos a amar e entender.
Não discuto mais, não
questiono não tenho mais preguiça e que Deus me ajude a sempre levantar quando
for necessário. Que meu sono seja pouco, será o suficiente.
Que se eu fraquejar,
meus irmão me mantenham em pé e firme no propósito de Deus. Não cairei desta
vez. Muitas mãos me seguram, muitos braços me amparam.
Sigo sempre em
frente. E que se abram os caminhos, que se abram as porteiras. A boiada tem que
passar. Que se aplainem as estradas, pois o tempo do tropeços terminou. Bem
vindos, irmãos de luz. Bem vindos irmãos de fé, seja ela qual for.
Os caminhos se
abrirão, as pessoas virão. E estaremos lá para recebe-las.
Os espíritos em dor
na carne, em provação, serão ajudados e amparados.
E que Oxalá nos
abençoe a todos. Ogum Megê [??] nos ilumine.