quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

quarto texto


18/12/2012

Precisarei de ajuda, irmãos. Os rituais e obrigações, os códigos que desconheço. Receio magoar, ofender, desrespeitar. Não memorizo esses detalhes com facilidade, por mais que tente e estude.

Tudo se apaga rapidamente. Essa parte, creio, envolve mais sua tarefa que a minha. Deixo-me levar pela vida, pela dor alheia. Minha tarefa é minorar o sofrimento de irmãos na carne, na dor, na fome, no frio. Os desvalidos, os desamparados. Os “defeituosos”, do corpo e da alma. O amparo e a proteção. O ensinamento.  A cura. O amor.

Que venham as madrugadas escrevendo. Os dias trabalhando. Repouso só o necessário para o corpo.

Sempre, só o necessário. O inútil, o luxuoso, todo o excesso deve ser eliminado. Não pergunto mais,. Ouço e obedeço. Que venha a dor da sensibilidade ferida, dos joelhos doloridos. Do calor, do frio. Do sol. Da chuva. Aceito. E agradeço. Para isto o corpo é forte, aguenta. Só peço proteção, para todos nós e para os animais. Esses guardiões preciosos que sofrem junto conosco, ajudando a eliminar densidades e toxinas. Que o Pai os proteja. E que nosso cuidado com eles seja sempre o suficiente. Mais uma vez, só o suficiente.

Na simplicidade e no amor reside o grande segredo. Na dificuldade e na dor o aprimoramento.

Que veja quem tem olhos de ver, que ouça quem tem ouvidos para ouvir.

Não discuto mais, não falo além do necessário. Aceito. E agradeço.

Tomarei as rédeas nas mãos e guiarei os que quiserem me acompanhar. Sem hesitação, sem medo, com fé e amor. Aceito. Tudo. É compromisso. É dívida. Resgate e provação. Mas com muito amor, bondade e dedicação.

Que meus ouvidos, minhas mãos, meus braços estejam sempre prontos a receber e amparar os que procuram.

Que meu coração e minha mente sejam aptos a amar e entender.

Não discuto mais, não questiono não tenho mais preguiça e que Deus me ajude a sempre levantar quando for necessário. Que meu sono seja pouco, será o suficiente.

Que se eu fraquejar, meus irmão me mantenham em pé e firme no propósito de Deus. Não cairei desta vez. Muitas mãos me seguram, muitos braços me amparam.

Sigo sempre em frente. E que se abram os caminhos, que se abram as porteiras. A boiada tem que passar. Que se aplainem as estradas, pois o tempo do tropeços terminou. Bem vindos, irmãos de luz. Bem vindos irmãos de fé, seja ela qual for.

Os caminhos se abrirão, as pessoas virão. E estaremos lá para recebe-las.

Os espíritos em dor na carne, em provação, serão ajudados e amparados.

E que Oxalá nos abençoe a todos. Ogum Megê [??] nos ilumine.

2 comentários:

Denise von Poser disse...

Estamos aqui!
Beijos mil,
Denise

Denise von Poser disse...

Estamos aqui!
Beijos mil,
Denise